Recordam-se desta imagem?
O principal perigo no Leste de Angola eram as minas. O monumento construído pela CART 2731, para assinalar a sua passagem pela zona, é bem sugestivo.
A história do monumento conta-se em poucas palavras. Em determinada altura "aterrou" na CART2731, no Luvuei, um militar de seu nome Edgar Fritz Dolgner, que era engenheiro electrotécnico. Mais tarde veio a ser o director da Barragem da Aguieira. Este militar ia fazer o estágio, uma vez que tinha acabado o COM (Curso de Oficiais Milicianos) e a especialidade e foi escolhido para capitão.
Tinha, portanto, de fazer um estágio numa unidade, em zona operacional, regressava a Lisboa, era graduado em tenente, fazia o CPC (curso para capitães), era graduado em capitão, formava companhia e era mobilizado. Foi para isso que ele lá esteve 4 meses - fazer o estágio.
Como era engenheiro, embora electrotécnico, viu a sucata que o Furriel Cardoso tinha por lá, junto à oficina, e não esteve com meias medidas: esquissou o monumento, o capitão Pimenta, comandante da CART 2731, deu-lhe o aval, ele engatou lá uns tipos que se ajeitavam como pedreiros, para fazer a pilastra e, a partir daí, foi aplicar-lhe a sucata e assim nasceu o monumento, obra e ideia desse estagiário.
Fui mobilizado em rendição individual e quando cheguei ao Luvuei, em Maio de 1971, a CART 2731, onde fui incorporado, já tinha quase um ano de permanência no Leste de Angola. Soube que houve alguns problemas com minas.
No meu caso pessoal, apenas permaneci cerca de um mês naquela zona e, felizmente, não tive qualquer problema. Durante esse tempo tomei contacto com a mata quatro ou cinco vezes, para ir à lenha, e fiz uma deslocação ao Lutembo.
Para além de outras boas recordações do Luvuei, relembro os jogos de futebol, que disputávamos no campo improvisado que havia em frente à saída do aquartelamento.
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